
Não sei por onde começar, se é pelo “eu te amo” ou pelo “obrigada mãe”, deveria falar isso todas as manhãs que te visse com aquela cara de “não fale comigo, acabei de acordar, estou de mau-humor”, deveria lhe acordar com um café da manhã todos os dias, deveria ir ao mercado contigo, deveria fazer tudo o que tu pede, deveria fazer tudo pra te agradar. Não só te agradecer por me dar o possível e as vezes o impossível também, deveria te agradecer por cada grão de arroz e feijão que colocou no meu prato, que com puro esforço e dedicação tu conseguiu, me fez crescer mãe, me fez ser o que sou hoje, só pra te dizer que hoje mãe, posso não ser o que tu esperou, mas sim mãe, um dia irei ser, irei recompensar lhe todas as noites em claro me acalmando do medo e se preocupando com meu bem estar. E em diante mãe, te falar “eu te amo” todas as vezes em que precisares, não só quando precisares, dentre minutos, porque na verdade mãe, eu te amo, desculpa por deixar de falar isso muitas vezes, desculpa por não lhe dar o merecido valor que tu precisas, desculpa se em algum dia eu deixei de te contar um segredo ou até mesmo, qualquer coisa boba… Mas mãe, saiba que eu lhe amo! (amor-sincero, its-lost)